{"id":5954,"date":"2026-05-06T15:23:49","date_gmt":"2026-05-06T18:23:49","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ferascor.com.br\/?p=5954"},"modified":"2026-05-06T15:23:50","modified_gmt":"2026-05-06T18:23:50","slug":"planos-de-saude-coletivos-devem-ter-aumento-entre-8-e-11-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ferascor.com.br\/?p=5954","title":{"rendered":"Planos de sa\u00fade coletivos devem ter aumento entre 8% e 11% em 2026"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Os reajustes dos planos de sa\u00fade coletivos devem desacelerar em 2026, mas continuar\u00e3o pesando no bolso dos brasileiros. Proje\u00e7\u00f5es de consultorias apontam aumentos m\u00e9dios entre 8% e 11% neste ano, patamar pr\u00f3ximo ao observado em 2025 (11,15%) e abaixo do pico registrado em 2023 (14,14%). Ainda assim, os \u00edndices seguem acima da expectativa de infla\u00e7\u00e3o geral \u2014estimada em 4,86% pelo \u00faltimo boletim Focus.<\/p>\n\n\n\n<p>A desacelera\u00e7\u00e3o ocorre ap\u00f3s um per\u00edodo de aumentos mais elevados, especialmente na retomada p\u00f3s-pandemia, quando as operadoras enfrentaram resultados mais pressionados e aplicaram reajustes maiores, com menor margem de negocia\u00e7\u00e3o. Segundo a <strong>Acrisure<\/strong>, empresa especializada em seguros e benef\u00edcios corporativos, esse movimento contribuiu para a melhora dos resultados do setor, abrindo espa\u00e7o para \u00edndices mais moderados nos anos seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cEsse esfor\u00e7o trouxe sens\u00edvel melhoria nos resultados e, consequentemente, possibilitou \u00edndices menores nos anos seguintes. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso ressaltar os investimentos cont\u00ednuos em tecnologia, principalmente voltados ao combate \u00e0s fraudes, bem como a amplia\u00e7\u00e3o dos programas de gerenciamento e monitoramento de pacientes cr\u00f4nicos\u201d<\/em>, afirma <strong>Marcio Tosi<\/strong>, vice-presidente de benef\u00edcios corporativos da Acrisure Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/blog.ferascor.com.br\/?tag=ans\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ANS\u00a0(Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar)<\/a><\/strong>, respons\u00e1vel pela regula\u00e7\u00e3o do setor, afirma que n\u00e3o faz proje\u00e7\u00f5es para reajustes de planos coletivos. Segundo a ag\u00eancia, os percentuais s\u00e3o definidos pelas operadoras conforme regras contratuais e caracter\u00edsticas de cada plano.<br><br>No caso dos planos individuais e familiares, o \u00edndice m\u00e1ximo de reajuste \u00e9 estabelecido anualmente pela ANS. A ag\u00eancia tamb\u00e9m diz monitorar os aumentos, especialmente nos contratos coletivos, com base na an\u00e1lise dos comunicados de reajuste enviados pelas operadoras ao \u00f3rg\u00e3o regulador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gustavo Ribeiro<\/strong>, presidente da <strong><a href=\"https:\/\/blog.ferascor.com.br\/?tag=abramge\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Abramge (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Planos de Sa\u00fade)<\/a><\/strong>, que representa a maioria das empresas de sa\u00fade suplementar, afirma que, no setor, h\u00e1 um trabalho cont\u00ednuo para buscar reajustes mais equilibrados, com foco em reduzir o impacto para os benefici\u00e1rios sem comprometer a qualidade assistencial. <em>\u201cGanhos de efici\u00eancia, melhor gest\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do cuidado contribuem para esse processo\u201d<\/em>, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, especialistas e entidades avaliam que a press\u00e3o sobre os custos permanece estrutural. Fatores como envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, maior utiliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os e judicializa\u00e7\u00e3o est\u00e3o entre aqueles que contribuem com as despesas assistenciais em alta.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure data-wp-context=\"{&quot;imageId&quot;:&quot;69fbadd57e40d&quot;}\" data-wp-interactive=\"core\/image\" data-wp-key=\"69fbadd57e40d\" class=\"aligncenter size-full wp-lightbox-container\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"950\" height=\"673\" data-wp-class--hide=\"state.isContentHidden\" data-wp-class--show=\"state.isContentVisible\" data-wp-init=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-on--load=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-window--resize=\"callbacks.setButtonStyles\" src=\"https:\/\/blog.ferascor.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5955\" srcset=\"https:\/\/blog.ferascor.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-2.png 950w, https:\/\/blog.ferascor.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-2-300x213.png 300w, https:\/\/blog.ferascor.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-2-768x544.png 768w, https:\/\/blog.ferascor.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-2-600x425.png 600w, https:\/\/blog.ferascor.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-2-916x649.png 916w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><button\n\t\t\tclass=\"lightbox-trigger\"\n\t\t\ttype=\"button\"\n\t\t\taria-haspopup=\"dialog\"\n\t\t\taria-label=\"Ampliar\"\n\t\t\tdata-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\"\n\t\t\tdata-wp-on--click=\"actions.showLightbox\"\n\t\t\tdata-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\"\n\t\t\tdata-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"\n\t\t>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewBox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\" \/>\n\t\t\t<\/svg>\n\t\t<\/button><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Ribeiro afirma ainda que esse cen\u00e1rio \u00e9 mais sens\u00edvel para operadoras de pequeno e m\u00e9dio porte, que t\u00eam menor capacidade de absorver oscila\u00e7\u00f5es de custos, apesar de terem papel relevante na amplia\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 sa\u00fade. Em 2025, esse grupo registrou resultado operacional negativo de cerca de R$ 200 milh\u00f5es, e 45% das empresas encerraram o ano com preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados enviados pelas operadoras e administradoras de benef\u00edcios \u00e0 ANS mostram que, em 2025, o setor de sa\u00fade suplementar teve receita total de R$ 391,6 bilh\u00f5es e lucro l\u00edquido de R$ 24,4 bilh\u00f5es, o que \u00e9 equivalente a 6,2% da receita. Isso significa que, a cada R$ 100 arrecadados, cerca de R$ 6,20 foram convertidos em lucro. Os n\u00fameros tamb\u00e9m mostram forte concentra\u00e7\u00e3o: tr\u00eas das maiores operadoras responderam por 49% do resultado do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>A sinistralidade, indicador que mede a rela\u00e7\u00e3o entre custos assistenciais e receitas das operadoras e \u00e9 o principal indicador do desempenho do setor, foi de 81,7% em 2025, queda de 2,1 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Isso significa que 81,7% das receitas com mensalidades foram destinadas ao para despesas assistenciais, no menor n\u00edvel desde 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong><a href=\"https:\/\/blog.ferascor.com.br\/?tag=fenasaude\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">FenaSa\u00fade (Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade Suplementar)<\/a><\/strong> aponta que o principal fator de desestabiliza\u00e7\u00e3o dos custos do setor continua sendo o pre\u00e7o de medicamentos. Segundo a ANS, os medicamentos corresponderam a 10,2% do total dos custos assistenciais em 2024 e cresceram mais de 40% em cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na tentativa de conter esse avan\u00e7o, a federa\u00e7\u00e3o cita a decis\u00e3o do STF (Supremo Tribunal Federal), de setembro do ano passado, que estabeleceu crit\u00e9rios mais rigorosos para a cobertura de medicamentos fora do rol da ANS. Ainda assim, a entidade diz que o impacto sobre as mensalidades n\u00e3o \u00e9 imediato, j\u00e1 que depende da evolu\u00e7\u00e3o das decis\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela decis\u00e3o, o STF definiu que os planos de sa\u00fade devem cobrir procedimentos fora do rol da ANS desde que tenham prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e comprova\u00e7\u00e3o de efic\u00e1cia e seguran\u00e7a, al\u00e9m de autoriza\u00e7\u00e3o pela Anvisa. Tamb\u00e9m estabeleceu que o tratamento n\u00e3o pode ter sido rejeitado pela ANS, ter an\u00e1lise pendente ou abordagem alternativa para a condi\u00e7\u00e3o, criando filtros mais restritivos para a oferta desses servi\u00e7os pelas operadoras.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"previsao-de-reajuste\">Previs\u00e3o de Reajuste<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Thom\u00e1s Ishizuka<\/strong>, superintendente atuarial da <strong>Mercer Marsh Benef\u00edcios<\/strong>, afirma que o reajuste m\u00e9dio projetado para 2026 na carteira da consultoria deve ficar entre 8% e 11%, em linha com a infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Segundo ele, esse \u00edndice foi de 9,14% em 2025 e deve permanecer na faixa de 9% a 11% neste ano. Para compara\u00e7\u00e3o, os reajustes m\u00e9dios da carteira da consultoria foram de 8,9% em 2025 e de 15,5% em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados tamb\u00e9m mostram melhora na sinistralidade, que caiu de 86,2% em 2023 para 79,5% em 2024 e 78,4% em 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Para <strong>Marcelo Borges<\/strong>, diretor executivo da companhia, medidas como coparticipa\u00e7\u00e3o, restri\u00e7\u00f5es de reembolso e redes mais enxutas devem se consolidar no setor. Segundo ele, essas estrat\u00e9gias tendem a reduzir a sinistralidade e dar mais previsibilidade aos custos para as operadoras, mas exigem maior investimento em gest\u00e3o de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os benefici\u00e1rios, o efeito pode ser a transfer\u00eancia de mais custos e limita\u00e7\u00f5es de acesso. <em>\u201cIsso pode elevar gastos diretos do usu\u00e1rio, afetar a continuidade do tratamento e gerar insatisfa\u00e7\u00e3o, especialmente entre grupos com maior uso de servi\u00e7os\u201d<\/em>, afirma. Por outro lado, o especialista diz que o mecanismo pode ser utilizado tamb\u00e9m como forma de reeduca\u00e7\u00e3o na utiliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os m\u00e9dicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele afirma que a desacelera\u00e7\u00e3o observada nos \u00faltimos anos \u00e9 um sinal positivo, mas n\u00e3o garante uma estabiliza\u00e7\u00e3o estrutural. Segundo o especialista, o equil\u00edbrio s\u00f3 deve se consolidar de forma sustent\u00e1vel com mudan\u00e7as mais profundas, como o fortalecimento da aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e da negocia\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o mais eficazes sobre pre\u00e7os de tecnologias e medicamentos de alto custo.<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>Aon<\/strong>, consultoria de servi\u00e7os profissionais, prev\u00ea crescimento de 9,7% nos custos m\u00e9dicos corporativos no Brasil em 2026. O valor \u00e9 o menor \u00edndice projetado para o pa\u00eds em dez anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos fatores j\u00e1 apontados por entidades do setor, a empresa destaca que a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de combate a fraudes e desperd\u00edcios financeiros, como o controle de reembolsos indevidos e outras irregularidades, tamb\u00e9m contribui para a redu\u00e7\u00e3o do ritmo de alta dos custos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Fonte: <a href=\"https:\/\/cqcs.com.br\/noticia\/planos-de-saude-coletivos-devem-ter-aumento-entre-8-e-11-em-2026\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CQCS<\/a><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os reajustes dos planos de sa\u00fade coletivos devem desacelerar em 2026, mas continuar\u00e3o pesando no bolso dos brasileiros. 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